Mas....este rapaz, tinha um problema que o atormentava, complexava, que o tornava inferior aos outros. Qual seria o seu problema? Que terrível segredo atormentava este rapaz de nome tão belo, no seu dia a dia verdejante?
A História do rapaz chamado Amor
Amor gostava de se divertir com os seus amigos, de passar noitadas com eles, de se rir, de conversar, de tudo aquilo que é esperado de um rapaz perfeitamente equilibrado e saudável. Ele estava agora a despertar para o fundamento da vida "a reprodução"; as suas hormonas fervilhavam, o seu desejo sexual aumentava, tornava-se prioridade na sua pirâmide de necessidade (esta bela pirâmide de Maslow da qual todos fazemos parte, como se fôssemos máquinas programadas).
Então, ele decidiu partir em busca da sua realização, em busca de poder finalmente dar asas a todos estes desejos eróticos que lhe mexiam com a mente. Que o motivavam a libertar o elixir da vida, aquilo que nos faz eternos e que se virmos bem, é a base e o objectivo primário da nossa existência.
Ele viu a sua presa distraída, entretida com algo que não lhe interessava minimamente, pois nada o iria impedir de completar a sua cruzada. O seu perfume era delicioso, os seus cabelos radiosos, lisos e suaves, os seus seios eram perfeitos, tal qual um pêndulo hipnotizador. Um arrepio subiu-lhe pela espinha acima, de todas estas coisas belas numa só pessoa, sentia um certo receio acompanhado de adrenalina e emoção; ele atacou.
- Olá... Estava a observar-te de longe, e não resisti à tua beleza, à tua atracção. Tens de me deixar conhecer-te! Dar-me a oportunidade de te ter, possuir, de te chamar minha, de ter-te nos meus braços quando o meu orgasmo se soltar, de sentir que foste tu a responsável pelo meu alívio.
Ela virou-se para o Amor, como se a sua salvação neste Mundo dependesse disso, como se só fosse posível a felicidade se agarrasse-se esta opurtunidade com unhas e dentes. Foi então que o Amor contemplou a sua face em todo o seu explendor e se apercebeu que nada ali lhe parecia belo e único(ela era feia). Não era isto que ele imaginava quando se masturbava em casa, sozinho... Estaria ele enganado? Teria ele se deixado enganar desta maneira? Teria ele se precipitado? Deveria ele abanadonar tudo isto e tentar novamente? Ou mesmo ir para casa e abandonar todo este desejo ridículo?
No seu interior ele sabia que nada disto seria perfeito, mas ele queria exprimentar, descobrir; tudo bem que esta não seria a sua rainha de eleição, mas.... E se ele não conseguisse arranjar outra? O que se passou com a sua cruzada? Foi então que o Amor adoptou uma frase conhecida de todos:
- Mais vale uma pomba na mão, que duas a voar.
E assim houveram preliminares e carícias, beijos nos mais diversos locais, jogos e posições ortodoxas, oríficos penetrados e penetrados novamente. Tudo como o imaginado, mas nada como seria de esperar.
Com a respiração ofegante e cansada ela disse:
- Eu sinto-te Amor! Tu estás dentro de mim. Finalmente o amor é meu! Que entusiasmo extasiante que eu sinto.
Após tais palvras profundas, após tais sentimento puros, o Amor nada disse, pois ele nada sentia. Ele estava aparte, longe de tudo isto, por mais que tentasse a sua cabeça funcionava a 100 à hora.....O que faço aqui ? Porque é que eu não sinto aquilo que devia sentir? Porque é que eu só me quero ir embora, deixar tudo isto? Porquê? Onde errei?
O o tempo foi passando e o Amor foi aprendendo a gostar mais e mais deste tipo de situações, ficando viciado em todo este jogo. Tornou-se um especialista, dava-se ao luxo de ser selectivo, de escolher a mais bela das belas. Agora sempre que chegava aquele momento íntimo e sagrado, ele respondia com falas mansa e carinhosas.
Contudo no seu interior, numa parte que ele tanto tentou esconder, que já quase que era considerado subconsciente, ele via as acoisas de outra forma, ele sabia a verdade. Ele sabia que não se conhecia a si mesmo,que não conhecia 0 Amor, apenas o sexo.
Conclusão: Não comento... para não ferir susceptiblidades.lol