terça-feira, 27 de março de 2007

A história de um rapaz chamado Amor

Era uma vez um rapaz completamente normal, que vivia numa cidadezinha engraçada e divertida, mas em nada diferente de todas as outras cidades. Ele aprendia empiricamente a observar o mundo e a compreendê-lo, a vivê-lo e a senti-lo, a fazer parte dele; O seu nome era Amor.
Mas....este rapaz, tinha um problema que o atormentava, complexava, que o tornava inferior aos outros. Qual seria o seu problema? Que terrível segredo atormentava este rapaz de nome tão belo, no seu dia a dia verdejante?



A História do rapaz chamado Amor

Amor gostava de se divertir com os seus amigos, de passar noitadas com eles, de se rir, de conversar, de tudo aquilo que é esperado de um rapaz perfeitamente equilibrado e saudável. Ele estava agora a despertar para o fundamento da vida "a reprodução"; as suas hormonas fervilhavam, o seu desejo sexual aumentava, tornava-se prioridade na sua pirâmide de necessidade (esta bela pirâmide de Maslow da qual todos fazemos parte, como se fôssemos máquinas programadas).
Então, ele decidiu partir em busca da sua realização, em busca de poder finalmente dar asas a todos estes desejos eróticos que lhe mexiam com a mente. Que o motivavam a libertar o elixir da vida, aquilo que nos faz eternos e que se virmos bem, é a base e o objectivo primário da nossa existência.

Ele viu a sua presa distraída, entretida com algo que não lhe interessava minimamente, pois nada o iria impedir de completar a sua cruzada. O seu perfume era delicioso, os seus cabelos radiosos, lisos e suaves, os seus seios eram perfeitos, tal qual um pêndulo hipnotizador. Um arrepio subiu-lhe pela espinha acima, de todas estas coisas belas numa só pessoa, sentia um certo receio acompanhado de adrenalina e emoção; ele atacou.

- Olá... Estava a observar-te de longe, e não resisti à tua beleza, à tua atracção. Tens de me deixar conhecer-te! Dar-me a oportunidade de te ter, possuir, de te chamar minha, de ter-te nos meus braços quando o meu orgasmo se soltar, de sentir que foste tu a responsável pelo meu alívio.

Ela virou-se para o Amor, como se a sua salvação neste Mundo dependesse disso, como se só fosse posível a felicidade se agarrasse-se esta opurtunidade com unhas e dentes. Foi então que o Amor contemplou a sua face em todo o seu explendor e se apercebeu que nada ali lhe parecia belo e único(ela era feia). Não era isto que ele imaginava quando se masturbava em casa, sozinho... Estaria ele enganado? Teria ele se deixado enganar desta maneira? Teria ele se precipitado? Deveria ele abanadonar tudo isto e tentar novamente? Ou mesmo ir para casa e abandonar todo este desejo ridículo?

No seu interior ele sabia que nada disto seria perfeito, mas ele queria exprimentar, descobrir; tudo bem que esta não seria a sua rainha de eleição, mas.... E se ele não conseguisse arranjar outra? O que se passou com a sua cruzada? Foi então que o Amor adoptou uma frase conhecida de todos:

- Mais vale uma pomba na mão, que duas a voar.

E assim houveram preliminares e carícias, beijos nos mais diversos locais, jogos e posições ortodoxas, oríficos penetrados e penetrados novamente. Tudo como o imaginado, mas nada como seria de esperar.

Com a respiração ofegante e cansada ela disse:

- Eu sinto-te Amor! Tu estás dentro de mim. Finalmente o amor é meu! Que entusiasmo extasiante que eu sinto.

Após tais palvras profundas, após tais sentimento puros, o Amor nada disse, pois ele nada sentia. Ele estava aparte, longe de tudo isto, por mais que tentasse a sua cabeça funcionava a 100 à hora.....O que faço aqui ? Porque é que eu não sinto aquilo que devia sentir? Porque é que eu só me quero ir embora, deixar tudo isto? Porquê? Onde errei?

O o tempo foi passando e o Amor foi aprendendo a gostar mais e mais deste tipo de situações, ficando viciado em todo este jogo. Tornou-se um especialista, dava-se ao luxo de ser selectivo, de escolher a mais bela das belas. Agora sempre que chegava aquele momento íntimo e sagrado, ele respondia com falas mansa e carinhosas.

Contudo no seu interior, numa parte que ele tanto tentou esconder, que já quase que era considerado subconsciente, ele via as acoisas de outra forma, ele sabia a verdade. Ele sabia que não se conhecia a si mesmo,que não conhecia 0 Amor, apenas o sexo.

Conclusão: Não comento... para não ferir susceptiblidades.lol

segunda-feira, 26 de março de 2007

As fábulas de Frederico gil



O Bodas

Nascido na boa colheita dos anos 80........ Bodas provou bastante cedo que não iria ser mais um caminhante entre a vida e a morte.Ele viria a ser um revolucionário, um homem que marcou a diferença pelas suas ideias, apesar de estas não terem sido necessariamente originadas pelos seus neurónios,mas quem liga a isso nos dias de hoje.
Quem disse que o bodas era um especíme atraente fisicamente, teria de estar a mentir ou ter um gosto muito peculiar, pois ele em nada se enquadrava na beleza esterótipada dos nossos dias, já para não mencionar o facto do seu intelecto cultural ser bastante inferior à média, se quiseremos seguir os padrões existentes.
Então......o que fez o bodas para não ser mais um caminhante errante neste ciclo eterno de luz e escuridão?(felizmente que esta escuridão já é iluminada artificialmente, o que seria de nós sem luz, gargalhada,por um aparte estúpido).
Ele foi um homem que viveu fora das regras, longe da civilização, por trás de toda esta influência e manipulação a que todos estamos sujeitos pelas instituições da nossa sociedade.Ele foi uma espécie de mogli do sec.XX.Largado no meio das árvores da gigantesca amazónia(se bem que este pulmão do nosso planeta cada vez está mais pequeno,sinto-me muito mais ambientalista após este comentário..) com somente semanas de existência, a sua salvação não passou,como seria de esperar de alguma tribo, mas sim de uma cascavel....

Sim...... ele foi salvo por aquele reptil tenebroso,como? Só ele e a sua cascavel sabem,nunca ninguém soube objectivamente a resposta a isso, provavelmente subsistiu de uma maneira que nem nós cientistas da vida e da alimentação conhecemos, algo que eu classificaria como inimaginável.Mas ñ se afligam pois essa informação não interessa para esta biografia.

E assim se passaram 10/15 anos, pouca diferença faz, até que Bodas se deparou com algo no seu habitat natural. algo que a sua mente pouco desenvolvida(salientando novamente os nosso parâmetros), nunca tinha visto. Um tecto,umas paredes e umas rodas, para os mais entendidos uma roulote. Para não fugir ao clichê quem a habitava era um "animal lover",daqueles que geralmente aparecem nos documentários do national geographic.Como seria de esperar, a curiosidade intrínseca em Bodas e em todos os seres humanos levou-o a entrar em contacto com este ser tão diferente do que ele alguma vez tinha visto.
Vendo esta situação numa introspectiva cerebral de Bodas, o que ele visualizava e se apercebia era que tinha à sua frente algo ligeiramente semelhante a si fisicamente, mas que não estava nada à vontade no local onde se encontrava; da mesma forma que uma tipíca personagem citadina olharia para um extra-terreste ele olhava para o "animal lover".
Após os choques iniciais, confrontos e diferenças civilizaçionais existentea, foi consrtuída uma relação de sociabilidade entre ambos(talvez este ponto devesse ser mais estruturado e permonorizado,mas paciência,imaginem os pormenores), que no final levou o Bodas a conseguir comunicar e a entender a nossa linguagem humana, pelo menos uma das línguas.

-Agora que já me compreendes na perfeição, eu gostava de fazer um documentário, não um filme! Sobre a tua vida e aprendizagem.O que eras.... e no que te tornas-te.

-Porque não..... agora que já te entendo e sei que existe toda uma civilização para além destas árvores, quero conhecê-la, e tu és o meu único elo de ligação.

E assim o Bodas aprendeu o que é ser interesseiro, ou pronto,como funcionam as trocas de favores.
E lá foi ele para um pais desenvolvido qualquer,ver o que mais existia. Depois de toda aquela fase inicial de adaptação , que mais uma vez eu ñ vou entrar em pormenores pois acho que já existem muitos filmes a retratarem este tipo de situções. Alguém gritava revoltado:

-Onde está o meu precioso Big Mac? Que eu tanto gosto.......apesar de parecer mais saboroso nos anúncios.

-Não faço a mínima ideia....disse-o Bodas, ao mesmo tempo que dava uma palmada no bolso das suas calças para comprimir ao máximo algo que lá tinha e que, por acaso, aparentava ter o formato de um hamburguer

E assim o Bodas aprendeu a mentir, a fome falou mais alto do que os valores morais, pois para ele estava a ser complicado arranjar alimento na grande metrópole.


Grupo de cidadãos em tom de riso:
-Tu és ridiculo por te vestires desta maneira. Olha para essas roupas, não tens estilo nenhum!

E assim Bodas começou a ver muito nais a Mtv e a vestir-se "bem",tornando-se vaidoso. Pronto a ligar mais ao que os outros pensam.

Passado uns dias, um amigo de Bodas perguntava:

-Tens um euro para me pagares um hamburger,eu não trouxe dinheiro?

-Eu quero comer um bic Mac que custa dois euros, não a porcaria de um hamburguer que só custa um! Não me sobra dinheiro para te emprestar.

E assim Bodas tornou-se egoísta ou como se diria no mundo empresarial, uma pessoa que prefere produtos diferenciados do mesmo segmento,para satisfazer melhor as suas necessidades.

Aos poucos e poucos, bodas foi-se tornando mais e mais uma pessoa como todas as outras.Foi ganhando cultura,melhorando o seu aspecto fisico com a nossa cosmética fabulosa e inovadora. Comprou uma casa arranjou um emprego de gabarito(o que lhe permitiu uma vida com alguns luxos), descobriu o amor e tantos outros sentimentos belos que possuímos.Passou a interessar-se por questões amibientais,pela globalização, pelos direitos dos animais.Etc..etc...etc...por aí adiante.Acabou inclusive por descobrir uma cura para uma doença que salvou milhares em África, ganhando com esse feito o direito a um nobel,e a ser referenciado nos livros por daí adiante.


Conclusão 1:


O Bodas fez a diferença sim, mas somente até encontrar a roulote. Até aí foi algo de puro e úncio, algo que tinha nascido na terra e que fazia parte dela. Era um na natureza,somente um na cadeia. Não existia essa diferença entre o Homem e os animais.Foi um inovador no seu modo de vida,não vivia de interesses ou luxos,não pensava em enganar ou se preocupava com questões como o mundo ou a moda.
Nem sequer, no seu cerebro "anormal", concebia algo como o egoísmo. Apenas adquriu estas características quando conheceu e viveu na nossa maravilhosa civilização,que tem evoluído tanto nestes séculos de história.Foi agarrado por tudo isto e passou a ser igual a nós,mais um magnifico especíme.
O que seremos nós então? De que maneira é que vivemos e nos relacionamos?Estará tudo isto certo? Porque è que eu até posso concordar com tudo isto mas sou incapaz de sequer pensar em abdicar do meu modo de vida.Ser também um revolucinário, neste mundo. Não ser mais um errante à espera da ceifa, com alegrias e outros sentimentos que podem ser implementados em mim.Sentimentos supostamente puros e verdadeiros,meus, aos quais eu dou valor e me alimento para viver o meu dia a dia,o meu quotidiano.Que coisa horrorosa que somos, mentes preversas,como nos contenta-mos com tudo isto,que asco em toda esta hipocrisia,onde eu sou obrigado a viver.Que merda todas estas pessoas,carros, estradas,predios,telvisões,computadores,fornos,fogões,pirâmides,estátuas,quadros,filmes e tudo o resto que foi criado por nós,e me agarram a isto como o meu uníco modo de vida. Do qual eu estou preso,nasci preso e morrerei preso. É isto que somos?..... O triste é que sim.





Conclusão 2


Nao é bela toda esta civilização, o que seria dele se nunca tivesse contacto com tudo isto...Os sentimentos que ele conheceu,a vida que ele teve, a forma como os seus hoziontes se alargaram, após ter abandonado o reino animal. Não temos nós a sorte, o privilégio de a nossa intelegência nos permitir passar a estrada badalda do brotar,desenvolver e morrer desta forma. Permitindo-nos preocupar com questões tal como o aquecimento global e a pobreza. Podendo fazer a diferença neste planeta,dando algum contributo ao Mundo, melhorando-o. Tudo bem que por vezes podemos mentir, ou ter as nossas prioridades trocadas, mas ninguém é perfeito, todos nós temos de viver com as nossas qualidade e defeitos. Se não, porque é que o Bodas se agarrou de tal forma ao nosso Mundo? Porque é que o abraçou e se deliciou com ele, esquecendo- se do seu passado? Se ele nunca entrasse neste berço, nunca poderia salvares milhares de pessoas em África. Ele fez a diferença, marcou o mundo,não foi simplesmente mais um. Tudo isto não seria possivel sem nós, sem o que somos, o que representamos, como socializamos.
Como nós temos sorte... Já pararam para pensar na sorte que têm por nascerem como nasceram? Na virtude de não ser nomeadamente, uma cascavel, de estar acima de toda esta cadeia. Ñao me esqueço das consequências que esta maneira de estar teve na terra, mas ñ será um preço pequeno a pagar por todo esta maravilha, não é tudo isto belo, se virmos bem os prós e contras. Nada é perfeito mas eu tive sorte de ser o que sou.
O Bodas acabou por ser um revolucionário e com a história da vida dele podemos aprender e apercebermo-nos do nosso privilégio em estar aqui.


NOTA: Não é engraçado como ninguém sabe o que é correcto ou não? Quais são valores éticos a seguir, ou mesmo como devemo pedalar nesta bicicleta que nos leva por uma estrada com um penhasco no fim. Será que somos hipócrita com nós mesmos? Não será tudo isto uma filosofia barata,um cinzento no preto e no branco, algo que simplesmente, sendo verdade ou não, não contribui para merda nenhuma.Tudo tem dois ou mais sentidos dependendo do ponto de vista, nada é certo ou errado. O que é engraçado para uns pode não o ser para outros.Etc..Etc...Etc.... continuando-o por aí.
Será isto uma falácia,um monte de tretas,ou uma filosfia digna de sócrates?
Espero que aprendam alguma coisa com isto...ou então que se riam da estupidez e do tempo perdido.

MAIS FÁBULAS VIRÃO