Lorna
O verdadeiro Imperador
Ele nunca chega atrasado, por isso escusam de bloquear o caminho ou colocarem-se à frente, qualquer um será derrubado, ninguém o pode parar. Ele é o silêncio que todos escutam, ouve-te, conhece-te, sabe quem és, manipula-te, cria-te as ideias, monopoliza o teu cérebro. Tu, não és tu e não te apercebes disso. És um protótipo, uma criação de Lorna, um brinquedo, um instrumento útil até um certo ponto. Esta é a verdadeira realidade escondida, aquela a que ninguém consegue fugir…… E lá está ele sentado em cima do seu trono de pedra, vivendo às tuas custas, rindo-se de com tu estás trocado, de não saberes o que dizes ou para onde vais.
Mas nem sempre foi assim, já houve uma altura em que se acreditava que era possível enfrentar Lorna, quando se mudava tudo e se começava do zero. Aprendendo com os erros do passado, a revolução fazia frente a Lorna. Aí havia crescimento, mudança, diferença, evolução…. Infelizmente mais cedo ou mais tarde Lorna apanhava-os novamente, entrançava-se nos alicerces da sua civilização, consumia-os, corrompia-os, controlava-os, tornando-os cegos novamente.
Ele nem é mau de todo… nós podemos sobreviver com isto, se eu não pensar, eu não sinto, posso ser feliz assim, longe do que não consigo controlar, deixando-me ir. E assim foi, levantaram-se as tréguas, demo-nos como vencidos, “Dou-te total controlo, limita-te a tratar bem de mim. Não tenho razões para confiar em ti, mas confio na mesma, pois estou cansado de tentar lutar por algo que nunca tive a mínima hipótese de vencer. Nunca deixei de ser um peão, só espero não ser o peão sacrificado em prol do xeque-mate.”
Conclusão:
È verdade que Lorna nunca deixou de nos ter na mão, isto nunca foi uma guerra mas sim um massacre, as mil e uma maneiras de criar conflitos, de vedar os olhos nas alturas cruciais, o verdadeiro domínio sobre todos é completo e perfeito. Por agora ele diverte-se e ri , do alto do seu trono, espera-se que quando ele se fartar de brincar, nos coloque na prateleira em vez de nos mandar directamente para o lixo.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Assinar:
Comentários (Atom)