Não existe explicação científica para este conceito, nós só sabemos que independentemente do futuro que se avizinha, certas coisas são para sempre e estas coisas somos nós. É a nossa forma de protecção do desconhecido, do trágico, do deprimente, do degredo. Aconteça o que acontecer, saber que existirá sempre alguém com quem contar, tanto para a alegria como para a tristeza tem sido desde sempre um dado previamente adquirido. É esse casamento sem divórcio à vista, que torna todo este conceito possível, tangível e emocional. Com o passar do tempo, tudo muda e se transforma mas há algo, um elo inquebrável, por mais distantes e indiferentes que sejam os sentimentos, é impossível negar a existência de uma conexão, que te leva sempre a pensar em ninguém em particular, mas em todos no geral , pois todos acrescentam algo e fazem parte do conceito…..Todos nós sabemos quem somos e quão especiais somos por termos atingido o que atingimos.
Isto não é um conceito, é uma filosofia de vida sobreposta a todas as outras que já fazem ou podem vir a fazer parte do quotidiano.
BBK um contrato inquebrável.
PS: Só percebe quem faz parte………..
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
O Sistema
Desta vez vou-vos contar uma história que se tem vindo a repetir ao longo das décadas e que há-de se continuar a passar por muitas mais. É uma história sobre poder……..o que fazer com ele e como combatê-lo.
Imagine-se então um sistema que só funciona quando todas as engrenagens também funcionam, e que cada uma destas engrenagens tem uma função diferente e vital no desempenho e sobrevivência futura deste mesmo sistema. À partida todas as engrenagens valem o mesmo, apesar de terem diferentes deveres todas merecem os mesmos direitos, tem-se portanto as condições indicadas para um verdadeiro comunismo utópico.
E…. assim foi durante várias temporadas, todos se davam na perfeição, obviamente que existiam por vezes certos conflitos de pequena escala e até preferências em termos de amizade, mas na hora da verdade ninguém falhava. Se bem que havia uma engrenagem que era extremamente perfeccionista, dava sempre o máximo para fazer tudo o melhor possível, não se limitava somente a trabalhar mais que os outros, mas também a conhecer a função das outras engrenagens. Ela era visto pela maioria com admiração e respeito, a sua opinião era considerada pelas demais como afirmações quase dogmáticas. Deste modo esta engrenagem à partida igual às outras, foi adquirindo qualidade atrás de qualidade, diferenciando-se de todas as demais. Ela transformou-se numa mais-valia tal que todo o sistema começou a funcionar com mais 50% de rendimento graças ao seu trabalho. Este facto levou a moral das restantes engrenagens ao rubro, pois quanto melhor funcionar o sistema, mais se pode retirar dele. Foram tempos áureos, tempos em que todos tinham o que queriam, todos tinham acesso um nível de vida que não acreditavam que fosse possível.
Até que um dia a engrenagem que idolatravam decidiu exigir das restantes obediência. No começo nenhuma delas aceitou tão absurdo pedido, porque desde sempre que todas tinham sido iguais, mas a perfeccionista facilmente lhes demonstrou que caso não aderissem à sua causa, a consequência seria voltar ao nível de vida anterior. Infelizmente todas se tinham acomodado em demasia à sua nova e melhorada realidade, já não se viam sem ela, portanto aceitaram o trato, pensando que mais vale colocar o orgulho de lado e deixar as coisas com estão, do que retroceder e manter o orgulho.
Acabaram-se os tempos áureos, o sistema entrou numa nova fase que se pode facilmente comparar com uma ditadura, falava-se mal nas costas, criticava-se por criticar, proliferavam sentimentos de hipocrisia e inveja. Apesar de a engrenagem governadora ser a única a se passear com um sorriso de orelha a orelha, todas mantinham a sua adorada qualidade de vida, e nem sequer metiam em causa abdicar dela.
Tudo isto continuou, e como qualquer ditador que fica tempo demais no poder, a engrenagem “mãe” foi se tornando mais tirana, ultrapassando cada vez mais os limites cívicos, criando feridas ainda mais profundas no orgulho das restantes engrenagens. Este facto levou à revolta de uma das engrenagens, mas como fazer uma revolução, quando só uma engrenagem em todo o sistema está disposta a lutar por isso? Como terminar com situações que já perduram numa continuidade temporal mais prolongada que as própria recordações de outros tempos?
Não foi nada fácil, a simples engrenagem teve que aguentar fortes pressões das restantes companheiras, como seria de esperar todas elas se tinham transformado em apóstolos de quem dirigia o sistema. Sucederam-se momentos difíceis e nada bonitos para a engrenagem revoltada, mas ela manteve-se forte e firme, pois ainda se lembrava daquilo que todos os outros se tinham esquecido……….Todos nós fazemos parte do mesmo sistema, todos precisamos uns dos outros para funcionar, logo somos todas iguais.
Com muita força e abstinência ela conseguiu por meio das suas acções isoladas abrir os olhos às restantes engrenagens adormecidas, o seu braço de ferro conseguiu destronar a poderosa engrenagem e transformar o sistema em algo mais justo. Obviamente que a produtividade do sistema decresceu, mas isso foi só até a engrenagem diferenciadora aperceber-se que também a sua qualidade de vida tinha diminuído e sentir a necessidade de voltar a ter aquilo que tinha, só que desta vez teve que o fazer sem benefícios acrescidos.
PS: Nunca se esqueçam de combater o poder, porque se ele estão onde estão é porque nós deixa-mos que eles lá estejam...
Imagine-se então um sistema que só funciona quando todas as engrenagens também funcionam, e que cada uma destas engrenagens tem uma função diferente e vital no desempenho e sobrevivência futura deste mesmo sistema. À partida todas as engrenagens valem o mesmo, apesar de terem diferentes deveres todas merecem os mesmos direitos, tem-se portanto as condições indicadas para um verdadeiro comunismo utópico.
E…. assim foi durante várias temporadas, todos se davam na perfeição, obviamente que existiam por vezes certos conflitos de pequena escala e até preferências em termos de amizade, mas na hora da verdade ninguém falhava. Se bem que havia uma engrenagem que era extremamente perfeccionista, dava sempre o máximo para fazer tudo o melhor possível, não se limitava somente a trabalhar mais que os outros, mas também a conhecer a função das outras engrenagens. Ela era visto pela maioria com admiração e respeito, a sua opinião era considerada pelas demais como afirmações quase dogmáticas. Deste modo esta engrenagem à partida igual às outras, foi adquirindo qualidade atrás de qualidade, diferenciando-se de todas as demais. Ela transformou-se numa mais-valia tal que todo o sistema começou a funcionar com mais 50% de rendimento graças ao seu trabalho. Este facto levou a moral das restantes engrenagens ao rubro, pois quanto melhor funcionar o sistema, mais se pode retirar dele. Foram tempos áureos, tempos em que todos tinham o que queriam, todos tinham acesso um nível de vida que não acreditavam que fosse possível.
Até que um dia a engrenagem que idolatravam decidiu exigir das restantes obediência. No começo nenhuma delas aceitou tão absurdo pedido, porque desde sempre que todas tinham sido iguais, mas a perfeccionista facilmente lhes demonstrou que caso não aderissem à sua causa, a consequência seria voltar ao nível de vida anterior. Infelizmente todas se tinham acomodado em demasia à sua nova e melhorada realidade, já não se viam sem ela, portanto aceitaram o trato, pensando que mais vale colocar o orgulho de lado e deixar as coisas com estão, do que retroceder e manter o orgulho.
Acabaram-se os tempos áureos, o sistema entrou numa nova fase que se pode facilmente comparar com uma ditadura, falava-se mal nas costas, criticava-se por criticar, proliferavam sentimentos de hipocrisia e inveja. Apesar de a engrenagem governadora ser a única a se passear com um sorriso de orelha a orelha, todas mantinham a sua adorada qualidade de vida, e nem sequer metiam em causa abdicar dela.
Tudo isto continuou, e como qualquer ditador que fica tempo demais no poder, a engrenagem “mãe” foi se tornando mais tirana, ultrapassando cada vez mais os limites cívicos, criando feridas ainda mais profundas no orgulho das restantes engrenagens. Este facto levou à revolta de uma das engrenagens, mas como fazer uma revolução, quando só uma engrenagem em todo o sistema está disposta a lutar por isso? Como terminar com situações que já perduram numa continuidade temporal mais prolongada que as própria recordações de outros tempos?
Não foi nada fácil, a simples engrenagem teve que aguentar fortes pressões das restantes companheiras, como seria de esperar todas elas se tinham transformado em apóstolos de quem dirigia o sistema. Sucederam-se momentos difíceis e nada bonitos para a engrenagem revoltada, mas ela manteve-se forte e firme, pois ainda se lembrava daquilo que todos os outros se tinham esquecido……….Todos nós fazemos parte do mesmo sistema, todos precisamos uns dos outros para funcionar, logo somos todas iguais.
Com muita força e abstinência ela conseguiu por meio das suas acções isoladas abrir os olhos às restantes engrenagens adormecidas, o seu braço de ferro conseguiu destronar a poderosa engrenagem e transformar o sistema em algo mais justo. Obviamente que a produtividade do sistema decresceu, mas isso foi só até a engrenagem diferenciadora aperceber-se que também a sua qualidade de vida tinha diminuído e sentir a necessidade de voltar a ter aquilo que tinha, só que desta vez teve que o fazer sem benefícios acrescidos.
PS: Nunca se esqueçam de combater o poder, porque se ele estão onde estão é porque nós deixa-mos que eles lá estejam...
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