sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
conceito BBK
Isto não é um conceito, é uma filosofia de vida sobreposta a todas as outras que já fazem ou podem vir a fazer parte do quotidiano.
BBK um contrato inquebrável.
PS: Só percebe quem faz parte………..
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
O Sistema
Imagine-se então um sistema que só funciona quando todas as engrenagens também funcionam, e que cada uma destas engrenagens tem uma função diferente e vital no desempenho e sobrevivência futura deste mesmo sistema. À partida todas as engrenagens valem o mesmo, apesar de terem diferentes deveres todas merecem os mesmos direitos, tem-se portanto as condições indicadas para um verdadeiro comunismo utópico.
E…. assim foi durante várias temporadas, todos se davam na perfeição, obviamente que existiam por vezes certos conflitos de pequena escala e até preferências em termos de amizade, mas na hora da verdade ninguém falhava. Se bem que havia uma engrenagem que era extremamente perfeccionista, dava sempre o máximo para fazer tudo o melhor possível, não se limitava somente a trabalhar mais que os outros, mas também a conhecer a função das outras engrenagens. Ela era visto pela maioria com admiração e respeito, a sua opinião era considerada pelas demais como afirmações quase dogmáticas. Deste modo esta engrenagem à partida igual às outras, foi adquirindo qualidade atrás de qualidade, diferenciando-se de todas as demais. Ela transformou-se numa mais-valia tal que todo o sistema começou a funcionar com mais 50% de rendimento graças ao seu trabalho. Este facto levou a moral das restantes engrenagens ao rubro, pois quanto melhor funcionar o sistema, mais se pode retirar dele. Foram tempos áureos, tempos em que todos tinham o que queriam, todos tinham acesso um nível de vida que não acreditavam que fosse possível.
Até que um dia a engrenagem que idolatravam decidiu exigir das restantes obediência. No começo nenhuma delas aceitou tão absurdo pedido, porque desde sempre que todas tinham sido iguais, mas a perfeccionista facilmente lhes demonstrou que caso não aderissem à sua causa, a consequência seria voltar ao nível de vida anterior. Infelizmente todas se tinham acomodado em demasia à sua nova e melhorada realidade, já não se viam sem ela, portanto aceitaram o trato, pensando que mais vale colocar o orgulho de lado e deixar as coisas com estão, do que retroceder e manter o orgulho.
Acabaram-se os tempos áureos, o sistema entrou numa nova fase que se pode facilmente comparar com uma ditadura, falava-se mal nas costas, criticava-se por criticar, proliferavam sentimentos de hipocrisia e inveja. Apesar de a engrenagem governadora ser a única a se passear com um sorriso de orelha a orelha, todas mantinham a sua adorada qualidade de vida, e nem sequer metiam em causa abdicar dela.
Tudo isto continuou, e como qualquer ditador que fica tempo demais no poder, a engrenagem “mãe” foi se tornando mais tirana, ultrapassando cada vez mais os limites cívicos, criando feridas ainda mais profundas no orgulho das restantes engrenagens. Este facto levou à revolta de uma das engrenagens, mas como fazer uma revolução, quando só uma engrenagem em todo o sistema está disposta a lutar por isso? Como terminar com situações que já perduram numa continuidade temporal mais prolongada que as própria recordações de outros tempos?
Não foi nada fácil, a simples engrenagem teve que aguentar fortes pressões das restantes companheiras, como seria de esperar todas elas se tinham transformado em apóstolos de quem dirigia o sistema. Sucederam-se momentos difíceis e nada bonitos para a engrenagem revoltada, mas ela manteve-se forte e firme, pois ainda se lembrava daquilo que todos os outros se tinham esquecido……….Todos nós fazemos parte do mesmo sistema, todos precisamos uns dos outros para funcionar, logo somos todas iguais.
Com muita força e abstinência ela conseguiu por meio das suas acções isoladas abrir os olhos às restantes engrenagens adormecidas, o seu braço de ferro conseguiu destronar a poderosa engrenagem e transformar o sistema em algo mais justo. Obviamente que a produtividade do sistema decresceu, mas isso foi só até a engrenagem diferenciadora aperceber-se que também a sua qualidade de vida tinha diminuído e sentir a necessidade de voltar a ter aquilo que tinha, só que desta vez teve que o fazer sem benefícios acrescidos.
PS: Nunca se esqueçam de combater o poder, porque se ele estão onde estão é porque nós deixa-mos que eles lá estejam...
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Fragilidade
Ainda semi -desperto, mas já com o coração aos pulos, ele projecta-se da sua confortável cama para o chão, mesmo a tempo de evitar uma chuva de besouros, que entrou pela janela dupla do seu quarto. De pouco lhe serviu o seu olhar e reflexos atentos, pois apesar de se ter esquivado à primeira investida, não tinha por onde fugir ou como se defender. Uma verdadeira praga corroía-lhe. Foi a primeira vitima.
Quem se abstraísse desta situação e optasse por dar um olhada pela cidade, chocar-se-ia com o pânico e o caos., observaria com terror as investidas de milhões de insectos, por todo o lado, contra tudo o que mexesse . Não era possível existir heróis nesta guerra, não era possível reagir. Eles saiam do chão, do ar, da esquerda e da direita. Viravam carros e casas freneticamente, eram omnipresentes e implacáveis.
Era uma carnificina, uma espécie que estava habituada a extinguir e a dominar, era assim apagada do Planeta. Do dia para a noite, instalava-se uma nova era; ruía a mais brilhante das civilizações até aqui conhecidas e entrava uma Bárbara nova ordem Mundial, sem leis, limites e misericórdia.
Este sonho foi real de mais…….
sábado, 6 de outubro de 2007
Coincidências
Observando as andorinhas a planar pelo horizonte azul e sentindo a luz a embater no seu corpo confortavelmente, sentia-se numa máxima paisagística e de conforto.
Então porque não sorria? Toda a sua vida tinha sido feita em prol de desejos futuros, no acreditar que o dia de amanhã seria ainda melhor que o de hoje. Apesar de se aperceber que alguns do seus desejos passados se realizaram, a sua vida não se tinha tornado melhor por isso. Existia sempre algo mais que era preciso, que estragava aquilo que tinha, tirando-lhe valor e dando-lhe simplicidade. Cada vez mais Mário aceitava e compreendia as razões que levavam a suicídios e depressões, ao contrário de outros tempos, já não dizia dessa água não beberei.
Que estou eu a dizer! (Pensava ele para si mesmo) eu tenho mais força mental que isto!!Eu não estou mal, não existem motivos para me queixar e de certo que o futuro me reserva surpresas…. Com esta frase soltou um leve sorriso e cortou com o seu monólogo, como se estivesses a desligar um interruptor. Poucos segundos depois, caiu no chão desmaiado, sem conseguir sequer observar a face do seu agressor.
Capítulo 2
Usufruindo de um agradável final de tarde, junto à sua piscina, João recostava-se por entre a sua espreguiçadeira, quando disse:
José! Hoje vou ter umas visitas, 4 pessoas minhas amigas. Faz algo decente para o jantar, não me envergonhes!
Porque é que tratas os teus empregados com se fossem escravos?
Porque posso….. Respondeu manifestando uma expressão de puro snob, de sangue azul.
Mas já não estás no sec. XV, as coisas já não funcionam assim, sabias? Há direitos, todos somos iguais.
Tu divertes-me António, sempre defensor dos direitos das pessoas, mesmo que estas nãos te digam nada.
António era um amigo de longa data de João, eles passavam tardes a discutir temas da actualidade e filosofias da vida. O que mais os estimulava era o facto de serem tão diferentes.
Ficas para jantar? Gostava que conhecesses estes meus amigos.
Estava a ver que não me ias convidar para tal ocasião.
Nesse caso vou avisar o José para meter mais um lugar na mesa…
João exibia um corpo musculado, atlético, possuía uma cor morena de latino que combinava com o seus cabelo e olhos pretos. Uma capa de revista, era como o seu agente de imagem o tratava. O pai de João possuía uma pequena que fortuna, o que lhe tinha facilitado em muito a sua vida. Um bom exemplo disso era a sua casa de campo, uma mansão de dois pisos, que faria as delicias de qualquer novo rico, rodeada por um jardim com piscina e campo de golfe de 2 hectares. Ele gostava de aproveitar a vida, fazia constantemente viagens pelo Mundo fora, mas não a sítios de turismo comuns, procurava locais perigosos, que lhe pudessem incutir alguma adrenalina.
Capítulo 3
António bocejou pela 10ª vez consecutiva.
Tens a certeza que os teus amigos sabem o caminho? Provavelmente perderam-se.
Após estas palavras o telemóvel de João toca:
Sim….. Onde está?…. Sei onde é…
Pousando o copo de uísque que estava a beber disse:
Levanta-te António, Vamos ter com eles ao porto.
Assim entraram os dois no carro desportivo verde do João, que era o motivo de muitas discussões entre estes dois amigos, pois António era também um ecologista.
Tenta ir devagar João! Já que não te preocupas com o ambiente, preocupa-te ao menos com a minha vida!
João riu-se e controlou-se para não meter a quarta na via rápida de 5km, que os ligava directamente ao porto. Chegando passaram por vários armazéns, até o João parar no 53.
Como é que os teus amigos vieram parar aí?
Não sei, mas tenciono perguntar-lhes de seguida. Vamos entrar?
Por fora o armazém aparentava não ser muito utilizado, o que ainda tornava mais estranho a presença dos seus amigos lá, mas como estava um carro à porta e a luz acesa, não havia motivos para desconfiar (supôs João).
A entrada do armazém era uma porta de ferro enorme, para a abrir foi necessário alguma força, pois esta já estava bastante enferrujada, inclusive com teias de aranha espessas nas dobradiças. Eles entraram e depararam-se com uma enorme assoalhada, mobilada exclusivamente por estantes gigantescas. Observando o cenário, António suspeitou que algo estranho de mais se passava.
Não te enganas-te no sitio? Não consigo engendrar um motivo para os teus amigos virem parar a este sitio.
Vê-se logo que não os conheces! Eles adoram fazer surpresas e partidas, descontrai. Aposto que eles estão atrás daquela porta do fundo.
Dois passos depois, ouviu-se uma voz vinda das suas costas:
Não se mexam! Nem se atrevam a olhar para trás!!
António estava ficou paralisado de medo, totalmente imobilizado, ao contrário de João que se virou e disse:
Quase que me iam assustando!! Tu quem és? Presumo que venhas também para jantar..
Mas a expressão de João mudou de alegria para preocupação, ao aperceber-se que tinha à sua frente uma figura com um revólver apontado na sua direcção.
Não se ouviu o tiro, devido ao silenciador, mas António estatelou-se no chão, com um buraco na cabeça.
Quando eu digo algo tu fazes! Percebes, se não…… és o próximo.
João não queria acreditar naquilo que se estava a passar, o seu amigo de infância, assassinado a frio. Uma mistura de emoções turbulentas passava pela sua cabeça. Ele tentava respirar fundo, mas o seu coração batia a cem à hora.
Tu vais ficar comigo. Nem pense em armar-te me esperto! A não ser que queiras ficar como os teus amigos.
Disse isto ao mesmo tempo que apontava para uma estante no outro extremo da sala, onde se podia ver de relance quatro corpos estendidos por entre as prateleiras.
João estava numa situação que nunca tinha experimentado, 5 amigos seus tinham sido baleados e estava prestes a ser raptado. Ele tinha de reagir, devia reagir, mas o seu raciocínio estava estagnado com tudo isto , ele estava amedrontado até à ponta dos seus cabelos.
Anda à minha frente, rápido! Vamos no teu carro, gostei da cor.
O seu desconhecido assaltante falava sem qualquer tipo de expressão, possuía uma cara rija, dura e intimidadora. Que assentava bem no seu corpo de porte largo e teso. Ao chegarem à porta, João recebeu a ordem para abrir a porta. No momento em que se preparava para o fazer, subitamente, alguém agarra o seu opressor pelo pescoço, apertando-o com uma força animalesca. De tal forma que em poucos segundos a cara do opositor passa de tons rosas para roxos. João depara-se então com alguém ainda mais corpulento, e com uns olhos que estilhaçavam ódio. Dada a pressão gigantesca do aperto, o assassino perde a capacidade de se manter vivo e cita umas palavras finais:
Quem és tu?
O barulho do assassino a cair no chão foi a única coisa que se ouviu nos momentos seguintes…Um silêncio perlongado, somente cortado por respirações ofegantes pairava no ar…..João e Mário estavam fixados um no outro, não diziam nada, nem os olhos se moviam. João acabou finalmente por cortar o silêncio, apesar de com uma voz trémula, disse:
Obrigado. Salvaste-me. Mas de onde é que tu apareceste?
Mário, ao tentar responder, perdeu as forças e teve de encostar uma mão à parede para se equilibrar. João notou que a outra mão tocava num enorme corte aberto na barriga do seu salvador. Ele apercebeu-se que as perguntas ficariam para mais tarde. Levantou o braço de Mário, encostou-o ao seu ombro e dirigiu-se com a maior das velocidades para o carro.
João tinha decidido leva-lo para o hospital, durante a viagem, ele nem sabia o que pensar. A morte do seu companheiro António era ainda um choque para ele, e quem era a personagem que o tinha salvo? As emoções por que tinha passado e a pressa de chegar levaram-no a atingir grandes velocidade no seu desportivo, mas isso era a menor das suas preocupações.
Na curva seguinte estava um para -choques de um camião para dentro e um desportivo verde com as rodas para cima.
FIM?
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
À procura de inspiração
Ora aí está um pergunta sem resposta….. Porque é que ele tinha se predisposto a acreditar que as suas criações eram infinitas e que se aperfeiçoariam cada vez mais. Ele sabia que nunca tinha passado por uma verdadeira prova de fogo, que nunca tinha posto verdadeiramente à prova os seus rebentos, mas no entanto acreditava nas suas qualidades ao máximo. Onde é que ele ia buscar esta confiança?
A confiança não se ganha, tem-se, o problema neste caso era não ter razões para a ter. É saber que nunca libertou algo digno de ser reconhecido e no entanto acreditar que é capaz de o fazer quando chegar o momento certo. Será que isso é mesmo confiança, ou será estupidez e irresponsabilidade, simplesmente acreditar por acreditar. Saber a verdade, mas oculta-la a si mesmo e aos outros, só para viver mais algum tempo na ilusão?
Mas quem define o que é bom ou não? Existem tantas opiniões e gostos diferentes, será que podemos definir que o que é preferido pelas massas é o melhor? Isso não lhe pareceu justo, mas não deixava de ser a forma como funcionava o Mundo. Portanto o que ele tinha de fazer, fosse o que fosse, teria de ser algo apreciado pela maioria. Teria de ser algo interessante a um número respeitosamente grande de pessoas. O problema residia em saber como fazê-lo, pois para começar, ele não sabia os gostos das massas. Teria ele de fazer estudos de mercado, antes de se iniciar, seria necessário ter em conta o público alvo, descobrir o seu segmento de mercado?
Porque não criar baseado no que já foi criado e provado que tem valor, sem grandes riscos mas também sem grande evolução. Não diferenciar muito a sua marca de todas as outras, mais do mesmo, simplesmente entretenimento, to be continued. Ou então quem sabe, exibir mesmo toda essa veia criativa que tanto deseja, mas que ainda não surgiu, nem sabe se alguma vez chegará. Pois por agora nada surge……………………………..
?
terça-feira, 21 de agosto de 2007
FREEDOM TO TRANCE
O espaço à tua volta enche-se de vibrações sonoras, harmoniosas, interessantes, curiosas, todas elas se conjugam num único pensamento….mal posso esperar pelo que vem a seguir.
Impera uma onda de complacência, atenção. O corpo reage suavemente, baloiça sem esforços, distante e pacífico, o teu Mundo é feito de……… Paz………Calma…….e Tranquilidade.
O seu acordar é impiedoso, levantam-se ritmos, primeiro simples e solitários, depois mais complexos. Eles vão-se misturando uns nos outros até criar o primeiro rugido, deste gigante mal disposto. Acabam por funcionar como um alerta, tal como os pescadores quando vêem cegonhas na costa… Vai chegar a tempestade.
Subitamente perdes o controlo, já não és tu, levas-te com um raio em cima e nem te apercebeste de onde veio, só sentes a electricidade deste a correr-te o corpo todo, TENS DE TE MEXER, VIBRAR, O TEU CORPO FLUI, NÂO PENSES QUE ESTÁS A DANÇAR, TU ÉS AQUILO QUE ESTÁS A OUVIR,É ELE QUE TE MEXE. É ele que te mete louco, que cria o fervilha-me no teu corpo, que faz com que os teus músculo tenham espasmos constantes, incontroláveis.
Estás hipnotizado, uma formiga no meio do formigueiro, obedecendo à rainha mãe, mas……. Ela brinca contigo tanto te ordena para te moveres desenfreadamente como te trava, bloqueia……..Concede-te uns poucos segundos de consciência, de retorno à realidade infernal, somente para te elevar novamente aos portões do paraíso…………E fá-lo repetidamente a seu belo prazer.
Tu cedes sempre, pois estás viciado no pico, no auge, no apogeu do som, já não sobra nada de ti, até as pilhas acabarem tu não vais querer nem poder parar. Um turbilhão de situações passam-se em milésimos de segundos, ou pelo menos é o que tu pensas. Tudo está perfeito, só queres que ele brinque contigo, não te importas com as suas investidas demoníacas, com os seus jogos, tudo isso faz parte, cada ponto acaba por ser fundamental na criação do momento perfeito………e tu estás no MOMENTO.
És invadido por uma sensação de beleza e infinito de uma forma explosiva e estonteante……………………… infelizmente surge um corte, tudo começa a ficar mais lento,…………PARADO, será que vai acabar? Este pensamento aterrorizante, acresce quando a realidade começa a ficar à vista, ao alcance…………………….Talvez não…… Os gigantes não caiem tão facilmente, aliás ele nunca chegou a cair, só mais uma partida. Tudo do Inicio, outra vez, a diferença é que tu agora já estás viciado, portanto ele alimenta-te com doses ainda mais poderosas, ………ESTÃO A CHOVER RAIOS!!!, como se isso interessa-se, neste momento nada importa, estás fortemente hipnotizado por aquilo que se encontra á tua frente, atrás de ti, em todo o teu redor. A partir de agora trato-te por Zombie.
A tua mente move-se tal como o teu corpo, não sabes o que estás a fazer, mas sabes que estás a fazê-lo bem, és um escravo, controlado a belo prazer de outrem, neste caso és um escravo que gosta de ser escravizado, de não ter o controlo sobre si mesmo, sobre as suas emoções, movimentos, pensamentos, és teleguiado e não consegues tirar o sorriso da cara, quem olha de fora vê espelhada na tua face a felicidade extrema, de tal forma que chegam a confundi-la com loucura………pois na sua realidade ninguém pode ser assim tão feliz, “POR TÃO POUCO”.
E assim como começou acaba, dás por ti de volta ao mesmo e apercebes-te que não perdes-te nada em te teres ausentado….. As únicas marcas que ficam deste momento é o cansaço e a recordação, que te leva a querer repetir a experiência…….VÊMO-NOS MAIS TARDE.
terça-feira, 3 de julho de 2007
O verdadeiro Imperador
Ele nunca chega atrasado, por isso escusam de bloquear o caminho ou colocarem-se à frente, qualquer um será derrubado, ninguém o pode parar. Ele é o silêncio que todos escutam, ouve-te, conhece-te, sabe quem és, manipula-te, cria-te as ideias, monopoliza o teu cérebro. Tu, não és tu e não te apercebes disso. És um protótipo, uma criação de Lorna, um brinquedo, um instrumento útil até um certo ponto. Esta é a verdadeira realidade escondida, aquela a que ninguém consegue fugir…… E lá está ele sentado em cima do seu trono de pedra, vivendo às tuas custas, rindo-se de com tu estás trocado, de não saberes o que dizes ou para onde vais.
Mas nem sempre foi assim, já houve uma altura em que se acreditava que era possível enfrentar Lorna, quando se mudava tudo e se começava do zero. Aprendendo com os erros do passado, a revolução fazia frente a Lorna. Aí havia crescimento, mudança, diferença, evolução…. Infelizmente mais cedo ou mais tarde Lorna apanhava-os novamente, entrançava-se nos alicerces da sua civilização, consumia-os, corrompia-os, controlava-os, tornando-os cegos novamente.
Ele nem é mau de todo… nós podemos sobreviver com isto, se eu não pensar, eu não sinto, posso ser feliz assim, longe do que não consigo controlar, deixando-me ir. E assim foi, levantaram-se as tréguas, demo-nos como vencidos, “Dou-te total controlo, limita-te a tratar bem de mim. Não tenho razões para confiar em ti, mas confio na mesma, pois estou cansado de tentar lutar por algo que nunca tive a mínima hipótese de vencer. Nunca deixei de ser um peão, só espero não ser o peão sacrificado em prol do xeque-mate.”
Conclusão:
È verdade que Lorna nunca deixou de nos ter na mão, isto nunca foi uma guerra mas sim um massacre, as mil e uma maneiras de criar conflitos, de vedar os olhos nas alturas cruciais, o verdadeiro domínio sobre todos é completo e perfeito. Por agora ele diverte-se e ri , do alto do seu trono, espera-se que quando ele se fartar de brincar, nos coloque na prateleira em vez de nos mandar directamente para o lixo.
sábado, 23 de junho de 2007
Um simples desabafo
Com os meus inúmeros passeios, conheci os mais diversos planetas, satélites, estrelas, buracos negros, curiosamente todos eles a uma determinada altura me perguntaram se eu não me cansava desta vida cíclica e inglória, de ver sempre o mesmo e passar sempre pelos mesmos sítios.
A minha resposta era sempre a mesma, tudo está em constante mudança, nunca passamos pelo mesmo local duas vezes, se viajasses comigo, se pudesses comparar aquilo que viste antes e o que vês depois, compreenderias melhor estas palavras. Mas não podes porque não és como eu, estás limitado a essas pequenas órbitas e rotações. Infelizmente, poucos foram aqueles que depois de eu lhes responder continuaram a considerar-me amigo(talvez tenha sido muito agressivo com eles, ou têm simplesmente ciúmes, não interessa);assim tornei-me um cometa solitário, que gosta do que faz , que transporta com ele conhecimentos milenares do universo, mas não tem ninguém com quem os partilhar.
Sempre que passava pelo sistema solar, havia um planeta que me intrigava bastante, era o planeta Terra, pois sempre que o observava via-o mais parecido com Vénus, estava eu longe de saber que o destino me levaria a conhecê-lo bem melhor do que alguma vez conheci um planeta.
Como é de prever todos os cometas mais cedo ou mais tarde param, existem dois tipo de paragem, uma delas é a erosão, a desintegração total; a outra é embater num planeta ou algo parecido, eu parei da segunda maneira e como já devem ter adivinhado, bati num planeta chamado Terra. Ao passar pela atmosfera perdi muito do que era meu, quando toquei em algo firme(coisa que nunca tinha experimentado), não era maior do que uma bola de futebol. A minha queda, humildade à parte, foi grandiosa, ecoou por todo o planeta, fez tremer os chãos e levantou verdadeiras ondas gigantes de poeira e afins. 10 minutos após a minha chegada já estava cercado por centenas de curiosos, senti uma ponta de orgulho devo confessar. Antes de me poder aperceber de todos os pormenores que se passavam à minha volta, fui levantado da minha cratera por um grua e de seguida, dado o meu tamanho e peso colocado dentro de um saco, para depois ser levado na parte de trás de uma carrinha e partir para um laboratório.
Assim fiz a verdadeira descoberta da minha vida, a única que eu não poderia fazer sozinho. Senti como é ter alguém com quem gostemos de conversar, com quem nos preocupemos e queiramos o seu bem estar, senti o valor de um amigo. Quem me ensinou isto foi um cientista que trabalhava no laboratório, um homem que já tinha passado pelo seu apogeu, já tinha sido calejado pela vida, e isso tornava-o um velho barbudo, paciente e calmo, um óptimo contador de histórias. O meu amigo mostrou-me a forma com funcionava a Terra, a sua organização e estrutura, vislumbrei a forma comunitária como sobreviviam , fui apresentado aos grandes ideais que tinham erigido esta civilização. Tudo isto era fascinante, mas o que mais me surpreendeu foi como nenhuma informação se perdia, tudo o que eles sabiam ou pensavam saber, estava provado, refutado e armazenado para quem tivesse a sede do conhecimento. , Eles tinham o bicho do conhecimento dentro deles, iam mais longe do que a física os levava, verdadeiros cientistas. Eram perfeitos para alguém auto didacta como eu, alguém que não gosta de parar na aprendizagem. Absorvi tudo aquilo que eles tinham para me mostrar, fiz-lhes conhecer segredos do universo e estranhos fenómenos que se passavam a milhares de anos-luz de distância. Fui feliz…
Com o passar do tempo, a situação clínica do meu amigo foi-se degradando, até que ficou imobilizado a uma cama, dependente de uma máquina para conseguir olhar para as quatro paredes brancas do quarto ou sentir o cheiro intenso a naftalina do hospital. Apesar dele não poder falar ou mesmo fazer algum tipo de expressão facial, eu sabia que ele não estava feliz, que por mais que me custasse admitir, ele tinha chegado ao fim. Por isso agi em consonante com a minha consciência e princípios, desliguei o botão e fi-lo com um último acto de amizade, o último adeus.
Agora, olho por entre estas grades de metal, numa cela solitária e impessoal, esperando angustiosamente que a morte me tire desta prisão em que se tornou a minha vida, já não tenho sonhos nem esperanças, estou como tu estavas antes do adeus, amigo. Mas eu não consigo perceber….. Como num local de curas milagrosas, onde se dá o verdadeiro valor e respeito à vida, podem surgir tantos preconceitos com a morte. O verdadeiro poder que nós temos sobre a vida é o facto de esta ser moldável, de a podermos alterar conforme queira-mos, é este jogo da acção consequência que faz com que valha a pena estar vivo. Quando retiram este poder a um ser vivo, retiraram-lhe a vida…….e como é que seres tão nobres, podem fazer algo tão cruel de consciência tão limpa, com podem prender alguém no nada……..retiram-lhe a vida mas não lhe dão a morte………… Enfim, só um desabafo de alguém que não percebe o porquê…..
domingo, 1 de abril de 2007
Homenagem aos mortos em combate esquecidos
Não havia vontade de chegar, o sol era radiante, um pouco coberto por tantos edifícios grandiosos, mas estes compensavam-no com sombras refrescantes. O tempo era de aproveitar o momento, relaxar, meditar, contemplar algo, fosse o que fosse. A relva funcionava como um colchão não muito rijo, mas suficientemente mole para ser confortável. Os olhos semi cerrados, apenas se abriram para contemplar os tenebrosos agricultores carregando inchadas e pás, já um pouco tortas de tanto uso. Deu-se o massacre.
O andar apressado por entre as pedras da calçada, na subida ou na descida, passando por quarteirões de edifícios, sujos mas imponentes, o barulho metálico da chave a entrar na fechadura ranger da porta a fechar, um cobertor suavemente puxado para cima. O conforto invade a paz de espírito, acabou. Assim pensava, mas logo de seguida entraram os lenhadores rompendo o silêncio e a escuridão, empunhavam majestosos machados e serras eléctricas. Aconteceu novamente.
Estas duas situações causaram o temor na cidade, quem era o terrível assassino? Corriam boatos de monstros, de selvajaria desumana, de medo do desconhecido. Assim lia o Borges, enquanto fumava o seu cigarro, proveniente de uma qualquer plantação, satisfazendo a sua sede de nicotina com algo que nasceu e foi criado na terra, mas é morto queimado nas mãos de algum fumador ( até parece que o tabaco é algo vivo!). Ele tinha um trabalho entre mãos, só não sabia onde começar, era óbvio para ele que o jornal irrealista não seria um bom começo.
Não existiam testemunhas, não havia provas, nada... Pelo que lhe dizia respeito, não fosse a autopsia, teria sido somente uma calma morte durante o sono. Amarrotou e mandou o jornal para o lixo, como se somente fosse uma pequena resma de folhas descartáveis, (e não o é?)
Decidiu passear pela avenida, para clarificar ideias, procurar uma inspiração que o ajudasse neste caso digno de serlock holmes. Pelo caminho começou a suar, dados os 30º graus que se encontravam, de nada iria ajudar continuar a caminhada, optou por parar junto a um café de aparência acolhedora. Ao entrar deu com o empregado a esmagar uma mosca ou algo parecido com a palma da sua mão, com uma perícia de alguém experiente, de alguém que já vitimou inúmeras dezenas de pequenos insectos voadores, (nada que pudesse ser considerado um homicídio), encostou-se ao balcão e pediu um sumo de uva, brotado do suco das melhores uvas, que cresceram saudáveis e bem tratadas, que foram esmagadas no auge da sua forma física, nada que um cliente não deva exigir). Ao olhar em seu redor, chamou-lhe à atenção uns belos chifres de marfim verdadeiros, que estavam emoldurados como que se dum quadro se tratasse, por baixo deles estava estava escrito em tons de dourado a designação do local e do animal a que foram arrancados, sem pedir licença, estes magníficos canudos ( Borges suspirava de tanta banalidade na decoração, nada de novo aqui).Subitamente sente algo espetado no seu braço, assustado retira-o de imediato e dá de caras com um dardo tranquilizador, igual ao utilizado no local especificado na moldura. Antes de ter tempo de reacção ele cai redondo no chão como se fosse um elefante abatido.
Ele acordou mais tarde, deu por si, colocado dentro de algo que aparentava ser um sistema de tortura, algo como um corpo entalada em duas chapas frias de metal.
- Diz-nos o que sabes sobre o assassino que andas a investigar, e a quem já passaste a informação que descobris-te. Se te recusares a falar sofrerás aquilo que as vitimas que investigas sofreram.
Borges não sabia como provar o seu desconhecimento do caso, a sua reputação de investigador impedia-o de parecer verídico. Desse modo sentiu as chapas a encostarem-se ao seu corpo, comprimindo-o, espremendo o seu corpo, se fosse uma uva estaria neste momento a libertar algo como aquele sumo saboroso que ele tinha bebido há pouco. Os gritos agoniantes começaram a tornar-se insuportáveis aos ouvidos do seu agressor, ele teve que parar com a tortura.
E assim caiu Borges mais uma vez redondo no chão, desta vez parecendo um daquele insectos voadores (chatos) esmagado por um mata-moscas, melhor, pelas mãos do dono do estabelecimento onde ele tinha estado há pouco. Após uns minutos de descanso, e com a cabeça mais lúcida, era altura de traçar um plano de fuga. E que plano seria melhor do que aproveitar o facto de a porta de saída daquela sala de tortura estar aberta e aparentemente sem vigia. Dando tudo por tudo, a uma velocidade vertiginosa, ele partiu a caminho da liberdade, mas somente depois de ultrapassada a sua meta é que ele experenciou, uma a falha no seu plano, alguém vigava a aquela saída do lado de fora.
De volta à base pensou ele, ao cair novamente no chão, após sofrer com uma machadada na perna esquerda, seguida de outra na perna direita. Após a queda sentiu uma serra eléctrica a cortar-lhe as pernas, com movimentos semelhantes ao cortar de troncos de árvores; árvores estas que nomeadamente deram origem às folhas de jornal que ele tinha lido esta manhã.
-Agora não foges mais. Disse o violento agressor.
O Borges encontrava-se num estado lastimável, o agressor tinha exagerado nas suas torturas, agora nunca conseguiria arrancar nenhuma palavra à sua vitima, pois Borges já não tinha motivos para querer continuar vivo. Só restava agora, ver-se livre do corpo.....; e foi o que fez, pegando, com esforço num homem que já não batalhava mais por sobrevier, empurrou-ou até ao crematório, onde morreu queimado, lembrando vagamente algo semelhante ao seu cigarro, no começo do dia.
Conclusão:Borges teve a oportunidade para apanhar o criminoso, mas não soube estar de olhos suficientemente abertos.
terça-feira, 27 de março de 2007
A história de um rapaz chamado Amor
Mas....este rapaz, tinha um problema que o atormentava, complexava, que o tornava inferior aos outros. Qual seria o seu problema? Que terrível segredo atormentava este rapaz de nome tão belo, no seu dia a dia verdejante?
A História do rapaz chamado Amor
Amor gostava de se divertir com os seus amigos, de passar noitadas com eles, de se rir, de conversar, de tudo aquilo que é esperado de um rapaz perfeitamente equilibrado e saudável. Ele estava agora a despertar para o fundamento da vida "a reprodução"; as suas hormonas fervilhavam, o seu desejo sexual aumentava, tornava-se prioridade na sua pirâmide de necessidade (esta bela pirâmide de Maslow da qual todos fazemos parte, como se fôssemos máquinas programadas).
Então, ele decidiu partir em busca da sua realização, em busca de poder finalmente dar asas a todos estes desejos eróticos que lhe mexiam com a mente. Que o motivavam a libertar o elixir da vida, aquilo que nos faz eternos e que se virmos bem, é a base e o objectivo primário da nossa existência.
Ele viu a sua presa distraída, entretida com algo que não lhe interessava minimamente, pois nada o iria impedir de completar a sua cruzada. O seu perfume era delicioso, os seus cabelos radiosos, lisos e suaves, os seus seios eram perfeitos, tal qual um pêndulo hipnotizador. Um arrepio subiu-lhe pela espinha acima, de todas estas coisas belas numa só pessoa, sentia um certo receio acompanhado de adrenalina e emoção; ele atacou.
- Olá... Estava a observar-te de longe, e não resisti à tua beleza, à tua atracção. Tens de me deixar conhecer-te! Dar-me a oportunidade de te ter, possuir, de te chamar minha, de ter-te nos meus braços quando o meu orgasmo se soltar, de sentir que foste tu a responsável pelo meu alívio.
Ela virou-se para o Amor, como se a sua salvação neste Mundo dependesse disso, como se só fosse posível a felicidade se agarrasse-se esta opurtunidade com unhas e dentes. Foi então que o Amor contemplou a sua face em todo o seu explendor e se apercebeu que nada ali lhe parecia belo e único(ela era feia). Não era isto que ele imaginava quando se masturbava em casa, sozinho... Estaria ele enganado? Teria ele se deixado enganar desta maneira? Teria ele se precipitado? Deveria ele abanadonar tudo isto e tentar novamente? Ou mesmo ir para casa e abandonar todo este desejo ridículo?
No seu interior ele sabia que nada disto seria perfeito, mas ele queria exprimentar, descobrir; tudo bem que esta não seria a sua rainha de eleição, mas.... E se ele não conseguisse arranjar outra? O que se passou com a sua cruzada? Foi então que o Amor adoptou uma frase conhecida de todos:
- Mais vale uma pomba na mão, que duas a voar.
E assim houveram preliminares e carícias, beijos nos mais diversos locais, jogos e posições ortodoxas, oríficos penetrados e penetrados novamente. Tudo como o imaginado, mas nada como seria de esperar.
Com a respiração ofegante e cansada ela disse:
- Eu sinto-te Amor! Tu estás dentro de mim. Finalmente o amor é meu! Que entusiasmo extasiante que eu sinto.
Após tais palvras profundas, após tais sentimento puros, o Amor nada disse, pois ele nada sentia. Ele estava aparte, longe de tudo isto, por mais que tentasse a sua cabeça funcionava a 100 à hora.....O que faço aqui ? Porque é que eu não sinto aquilo que devia sentir? Porque é que eu só me quero ir embora, deixar tudo isto? Porquê? Onde errei?
O o tempo foi passando e o Amor foi aprendendo a gostar mais e mais deste tipo de situações, ficando viciado em todo este jogo. Tornou-se um especialista, dava-se ao luxo de ser selectivo, de escolher a mais bela das belas. Agora sempre que chegava aquele momento íntimo e sagrado, ele respondia com falas mansa e carinhosas.
Contudo no seu interior, numa parte que ele tanto tentou esconder, que já quase que era considerado subconsciente, ele via as acoisas de outra forma, ele sabia a verdade. Ele sabia que não se conhecia a si mesmo,que não conhecia 0 Amor, apenas o sexo.
Conclusão: Não comento... para não ferir susceptiblidades.lol