segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Fragilidade


Ainda semi -desperto, mas já com o coração aos pulos, ele projecta-se da sua confortável cama para o chão, mesmo a tempo de evitar uma chuva de besouros, que entrou pela janela dupla do seu quarto. De pouco lhe serviu o seu olhar e reflexos atentos, pois apesar de se ter esquivado à primeira investida, não tinha por onde fugir ou como se defender. Uma verdadeira praga corroía-lhe. Foi a primeira vitima.

Quem se abstraísse desta situação e optasse por dar um olhada pela cidade, chocar-se-ia com o pânico e o caos., observaria com terror as investidas de milhões de insectos, por todo o lado, contra tudo o que mexesse . Não era possível existir heróis nesta guerra, não era possível reagir. Eles saiam do chão, do ar, da esquerda e da direita. Viravam carros e casas freneticamente, eram omnipresentes e implacáveis.
Onde está o repelente?!
Gritava um pai em desespero, ao mesmo tempo que lhe entravam quantidades infindáveis de moscas pela boca e tantas outras saiam pelo nariz, olhos, continuando por todos os demais orifícios.

Era uma carnificina, uma espécie que estava habituada a extinguir e a dominar, era assim apagada do Planeta. Do dia para a noite, instalava-se uma nova era; ruía a mais brilhante das civilizações até aqui conhecidas e entrava uma Bárbara nova ordem Mundial, sem leis, limites e misericórdia.
O despertador tocava, era altura de acordar para o trabalho. Escuta-se um suspiro de alívio e um pensamento corre na mente.

Este sonho foi real de mais…….

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