Tudo começa pela desintegração daquilo que nos controla e que por isso está mais viciado que tudo o resto, no nosso sistema. O poder de aplicar e manter a lei de modo coercivo se necessário termina. O empregado da loja não sabe a quem telefonar quando alguém rompe a montra e leva a nova PS3 cheirando ainda a nova, ninguém vai chatear o condutor de pé pesado que mais uma vez foi encadeado pelo flash da enorme rede de radares, o salário e subsídio de férias do pai de família não chegou este mês, mas ele também não pode reclamar disso, pois ninguém o obrigou a ir trabalhar. O caos? A anarquia? Ou simplesmente a liberdade total. “A minha liberdade termina onde a tua começa”, alguém filosoficamente disse, mas sem a existência de uma constituição quem é que define até onde é que vão os meus direitos? E quem os protege? Parece-me a mim que neste caso específicos, os valores morais seriam a nossa constituição e a nossa consciência as forças que empunhariam a ordem, ou seja, Caos e Anarquia completas, pois seria uma nova oportunidade para todos os que estão em baixo e um desafio megalómano para os que estão por cima. Mas…..mais coisas se desintegrariam, o plano de vida, o dia-a-dia, o futuro seria incerto do princípio ao fim, no que pensar?. Será que haveria um retrocesso na nossa evolução (partindo do pressuposto que evoluímos)? Será que passaríamos a ser novamente caçadores nómadas, lutando pela subsistência, unindo-nos em tribos para assim sermos mais fortes? Ou haveria quem se preocupasse com a educação das gerações futuras, com a alimentação das bocas de todo o Mundo, com os termos de troca? O que aconteceria? Ninguém sabe, não dá para prever, mal dá para imaginar, o que se retira é a forma oleada com tudo funciona, bem ou mal, a estrutura por mais que oscile nunca vergou, apesar de muitas vezes não balançar para o sítio certo, mantêm-se sempre a baloiçar. Nada mais há a dizer, a não ser que queira-mos dar azo à nossa imaginação e criar um novo Mundo pós civilização como a conhecemos.
domingo, 9 de março de 2008
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