As prioridades da vida estão muitas vezes trocadas ou por definir, a culpa disso pode ser atribuída à sociedade, em ponto de exemplo, aos seus mecanismos consumistas ou aos media que tanto nos influenciam. No entanto se quisermos ser sérios connosco, vemos que a culpa só pode e deve ser atribuída a um ser em particular, a nós próprios.
Nós somos os responsáveis pelas acções que tomamos sejam elas mais ou menos direccionadas por motivos externos. Por isso… é tempo de assumir, chegou a altura de aprender a viver com o facto de que tudo o que nós fazemos e pensamos é e será sempre responsabilidade nossa.
Existem inúmeras circunstâncias que influenciam cada momento do nosso presente, e é óbvio que nos afectam de mil e uma maneiras diferentes, mas a forma como assimilamos e lidamos com tudo isso, no nosso espaço privado, na nossa massa cinzenta, é o determinante daquilo que somos. Somos nós que aceitamos ficar tristes ou contentes, somos nós que escolhemos o que vai sair da nossa boca, os movimentos que vamos fazer como os braços, o apoio que vamos dar a um amigo, somos nós que escolhemos como vai ser o próximo passo.
Nós não somos omniscientes ou possuímos poderes divinos, portanto o nosso leque de opções é limitadíssimos se puxarmos pelo extremo da criatividade, mas no entanto se pensarmos bem…. Eram preciso mil e uma vidas, para puder optar por todos os caminhos que temos ao nosso alcance.
Tem que se tornar claro aos olhos de todos, que ninguém é coitadinho, que por mais que se sofra com as injúrias da vida, que por mais difícil que seja ter as mesmas oportunidades que os demais (não desvalorizando o esforço e sacrifício inerentes), a culpa do que te vai acontecer a seguir é inteiramente TUA.
A verdadeira capacidade de mudar, adaptar, evoluir, estagnar e regredir estão dentro da nossa pessoa, nunca a encontraremos em mais nenhum lado.
Não quero dizer com isto, que devemos ter o nosso futuro e prioridades totalmente previstas e programadas, isso depende da forma como cada um gosta de lidar com o imprevisto ou é preguiçoso de mais para planear. O que eu pretendo mesmo transmitir é que, no que toca à nossa pessoa, nós só não somo responsáveis pela nossa existência. Frases como, “ não posso porque não tive tempo….ou a culpa é do governo “ têm de acabar, porque verdadeiramente, a culpa é exclusivamente tua.
Podes aceitar e acomodares-te à situação ou tentar modificar o teu presente, mas a verdade é que só aceitando as tuas responsabilidades é que vais ser verdadeiramente livre. Até lá…. és só mais um perdido sem rota.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
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