Welcome....
Recentemente decidi fazer as minhas malas e partir para Londres, o que se vai passar? Como me vou safar?... Este blogue servirá para eu contar as minha histórias.
Stay tuned...
New Stage
Seria bastante interessante, para os potenciais leitores, que eu fosse relatando as minhas experiências, e aventuras. O que procuro encontrar em Londres, como fui recebido, quão belo é a Trafalgar Square ou o Big Ben. Podia inclusive alterar o nome do blogue para um que as pessoas pudessem realmente escrever ou se lembrar, quem sabe, com um pouco de sorte, até conseguisse criar algum tráfego e comentários, talvez até ganhar algum dinheiro com publicidade. Creio que posso afirmar que uma grande percentagem de pessoas iria gostar mais de saber as peripécias de um tuga em terras da rainha do que as estranhas opiniões de um escritor anónimo. Mas iria eu gostar de relatar o meu dia-a-dia? De tentar transcrever os meus pensamentos em face das situações com que me tenho deparado… I think not…
Infelizmente ou felizmente, isso não seria eu, seria como se outra pessoa estivesse a escrever as minhas palavras. Porque o que eu pretendo realmente é transmitir ideias e mensagens para quem estiver realmente interessado em escutá-las, por mais que isso torne este blogue num sermão aos peixes, esse é o caminho pelo qual eu pretendo caminhar.
Estou seguro que esta nova etapa me irá mudar por completo, pois são as vivências e diferentes fases da vida, que muitas vezes mudam um indivíduo. O próprio conteúdo dos meus trabalhos (não o considero um fardo, mas pareceu-me adequado chamá-los de trabalhos…dá-lhe um ar mais profissional), irá ao seu próprio ritmos se alterar (para melhor …esperemos), como tudo o resto no Mundo, eu estou em constante transformação.
O meu tema para este texto será a capacidade de mudança, seremos nós capazes de o fazer? Ou será que entraves como a nossa personalidade ou medo, podem evitar mudanças radicais? Habitualmente as razões para a mudança, são quando alguém não está satisfeito com o seu actual momento ou quando circunstâncias adversas o obrigam a isso. Muitas vezes podemos entrar em paranóia, por não conseguirmos ser tão divertidos ou extrovertidos como gostaríamos, a falta de sucesso com as mulheres/homens pode também ser uma razão para a depressão, isto só para apontar dois possíveis motivos.
Por certo que é mais fácil ir para outro lugar e tentar ser alguém diferente, como se começasse do zero, do que tentar alterar o destino no local actual, um destino que cada dia que passa parece mais e mais predestinado e imutável. Isso parece tudo muito bem, mas conseguiremos mesmo fugir dos problemas que derivam de factores tão inatos, como a nossa personalidade e maneira de estar? Não esquecendo a nossa dependência dos outros, o facto de nos sentirmos bem e seguros quando alguém nos acompanha numa rota que por vezes pode ser sombria.
Na minha humilde opinião eu diria que não, nós somos o que somos, e isso dificilmente se muda. No entanto o que nos pode ajudar a alterar a nossa visão e actuação sobre as coisas, é deixarmo-nos ir. Não pensar demasiado naquilo que pode ou não acontecer e puro e simplesmente acreditar que somos mais do que aquilo que os nossos olhos vêem. Abrir as portas da incerteza é drástico e repentino, pode correr bem ou mal, mas é de certo a forma mais acessível de nós conseguirmos alterar os nosso padrões.
Desta forma é possível descobrir qualidades onde antes estavam defeitos (ou vice-versa) e averiguar se somos ou não capazes de fazer frente à solidão de cabeça erguida. Eu considero fundamental que exista em nós a capacidade e a força para criar a nossa vida, que possamos ser quem queremos e não alguém acomodado a determinadas situações e locais. Mesmo que essa possibilidade não seja garantida, ninguém nos pode retirar o prémio de consolação, pela tentativa e sem esta nunca chegaríamos sequer a formular esta questão.
Mas… como tudo o resto, existe um lado negativo, porque isto pode ser também uma forma de se perder aquilo que de mais precioso se pode ter, pois por vezes a distância sufoca lentamente, lembranças e momentos que nunca devem ser perdidos. E invariavelmente é sempre muito complicado apercebermo-nos do quão bom e importante é aquilo que temos, até lhe sentirmos a falta.
Entramos assim num dilema, procurar uma nova vida deixando parcialmente para trás tudo aquilo que felizmente conseguimos conquistar, ou manter-mos aquilo que adoramos e preservá-lo em detrimento de uma adrenalina e crescimento que pode ou não vir a acontecer. A resposta para isso só existe no momento em que se olha para trás, quando a areia assenta e se pensa naquilo que se ganhou e perdeu ou então no que se poderia ter ganho. Invariavelmente a resposta será diferente de pessoa para pessoa, o que não é variável é que a resposta não existe antes de esta acontecer.
Não há melhores ou piores conselhos, simplesmente existem conselhos.
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